Gestão do Conhecimento Tácito

A Gestão do Conhecimento Tácito tem como objetivo contribuir para um aumento da produtividade e redução de custos nas empresas, com  qualidade e segurança no trabalho.

Essa “produção segura” é atingida por meio da implementação de três metodologias que auxiliam a atrair, desenvolver, reter e difundir o conhecimento tácito especializado, de uma forma prática, sistematizada e teoricamente embasada.

As metodologias de Gestão do Conhecimento Tácito podem ser utilizadas em períodos de expansão (projetos de capital) ou em negócios já em operação, em qualquer setor produtivo.

As três metodologias disponibilizadas pela Situated são: (1) Mapeamento de Expertise; (2) Desenvolvimento de Expertise; e (3) Retorno da Experiência (REX).

Mapeamento de Expertise consiste no planejamento ou diagnóstico das equipes futuras ou atuais das empresas, servindo de base para uma gestão estratégica e operacional das equipes por seus gestores e, corporativamente, pelo RH. Isso é possível dado que o Mapeamento de Expertise permite:

1)  Identificar as diferentes expertises existentes nas equipes e áreas da organização;

2)  Visualizar a distribuição dessas por tecnologia, local, turno, equipes, etc.;

3)  Mapear as funções críticas e seu impacto para o negócio e a segurança operacional;

4)  Facilitar a composição técnica e economicamente viável de equipes atuais e futuras (“mix ótimo” entre experientes e novatos);

5)  Projetar melhores planos de desenvolvimento, pois que mais aderentes às necessidades da operação;

6)  Propiciar um dimensionamento de pessoal mais objetivo e aderente;

7)  Garantir um balanceamento de expertise entre turnos e equipes;

8)  Movimentar e/ou substituir pessoal com segurança;

9)  Projetar melhores planos de atração, sucessão e encarreiramento técnicos;

10) Planejar a formação de profissionais multifuncionais;

11) Atrair, reter e difundir o conhecimento tácito especializado; e

12) Garantir uma operação e turnover sustentáveis ao longo do tempo. 

Essa metodologia já foi utilizada, com sucesso, em empresas como a Embraer, Vale e Samarco. Como maior exemplo da sua aplicação, destaca-se a sua utilização como base de todo o processo de seleção, contratação e composição de equipes de uma planta de CAPEX de US$8bilhões e 2.000 funcionários.

 

A metodologia de Desenvolvimento de Expertise se baseia na explicitação das habilidades e julgamentos tácitos por detrás da ação (rápida, precisa e segura) dos experts, mas dos quais eles não se dão conta. Isso comprova o fato de que o conhecimento tácito, base da expertise humana, é tácito até mesmo para os experts. Por outro lado, a necessidade e possibilidade de tal explicitação demonstra o diferencial dessa metodologia, dado que ela permite:

1)  Projetar Trilhas de Desenvolvimento, com foco no conhecimento tácito, para funções e atividades críticas;

2)  Sistematizar as habilidades/julgamentos tácitos por nível de complexidade (mostrando o “caminho das pedras”);

3)  Acelerar a curva de aprendizado de novatos;

4)  Aumentar a troca de experiências entre experientes, ao explicitar seus diferentes “estilos”, habilidades e julgamentos tácitos;

5)  Nivelar “por cima” a produtividade e segurança dos experientes, diminuindo a diferença de performance em equipes díspares;

6)  Difundir o conhecimento tácito especializado que está concentrado somente em uma ou poucas pessoas; e

7)  Minimizar a perda de conhecimento tácito estratégico pela rotatividade de pessoal e pela saída ou aposentadoria de profissionais-chave.

Essa metodologia já foi utilizada, na sua totalidade ou em parte, em empresas como a Companhia Energética Integrada (CEI) e a Vallourec. Destaca-se, como exemplo, a sua aplicação para retenção e difusão do conhecimento tácito de operadores de campo de Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs) que seriam automatizadas. Nesse caso, foram identificadas 99 habilidades/julgamentos tácitos que embasavam ações críticas dos operadores, mas das quais eles não se davam conta.

 

A metodologia de Retorno da Experiência (REX) é um programa participativo que abre um canal de comunicação entre quem está “na ponta” das operações e seus gestores e, dos últimos, com os níveis hierárquicos mais altos das empresas. O seu principal objetivo é “trazer à tona” a diversidade de situações e dificuldades que são enfrentadas pelas pessoas “na ponta”, de modo que melhorias técnicas, gerenciais e organizacionais possam ser implementadas, visando facilitar o trabalho produtivo e seguro dessas pessoas.

O REX pode ser utilizado para o aumento da produtividade e da qualidade ou para a redução segura de custos. Porém, até então, o seu foco principal tem sido a melhoria da segurança no trabalho. Isso é possível porque o REX permite:

1)  Aproximar os níveis hierárquicos da organização, de uma forma prática e sistematizada;

2)  Aumentar a confiança entre membros de diferentes níveis hierárquicos, pelo compartilhamento de dificuldades e casos que não costumam ser discutidos à luz do dia;

3)  Diminuir o denominado “silêncio organizacional”, advindo de culturas de segurança baseadas exclusivamente no “comando e controle”;

4)  Reconhecer e fazer um melhor uso da expertise de trabalhadores e gestores que estão “na ponta” (Gemba);

5)  Realizar uma análise situada e ampliada de incidentes e acidentes, indo além da fácil conclusão do “erro humano”;

6)  Aumentar a atividades de prevenção e antecipação de acidentes, pelo tratamento de “sinais fracos”, geralmente não presente nos sistemas de segurança das empresas;

7)  Integrar a experiência acumulada nos dispositivos técnicos e procedimentos operacionais (a “segurança normatizada”) com a expertise dos experts (a “segurança em ação”), ponto também válido para a qualidade (“normatizada” x “em ação”); e

8)  Simplificar (sem perdas) a burocracia das culturas de segurança gerenciais, que acreditam que a segurança normatizada é suficiente, por si só, para prevenir incidentes e acidentes. 

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