Gestão de Segurança Integrada

As regras e procedimentos operacionais, por lidarem com “situações padrão”, não conseguem antecipar e solucionar os imprevistos e a variabilidade presentes em qualquer sistema produtivo. Isso leva as pessoas, em certos momentos, a não cumprirem a totalidade dos procedimentos prescritos para a realização das suas tarefas ou, em outras palavras, a utilizá-los de maneira mais “situada” e precisa. 

Na maioria dos casos, os momentos de uso contextualizado das regras são invisíveis aos olhos das organizações, dada sua efetividade na solução segura e eficiente dos problemas. Eles se tornam visíveis somente quando ocorre uma não conformidade, como um incidente ou um acidente. Nesse momento, investigações são realizadas com o intuito de explicar o que aconteceu e quem foi o “responsável”. Tais análises geralmente levam a explicações simplistas, que não consideram o nível de informação ao qual a pessoa tinha acesso, a adequação da regra à situação específica, a necessidade de uma decisão rápida e outros elementos presentes no “calor da ação”. Como consequência, mais e mais regras são criadas, gerando mais e mais não-conformidades e, assim, um círculo vicioso do qual muitas empresas não sabem como sair. Além disso, todos os demais momentos em que problemas de segurança estiveram perto de ocorrer, mas que por diferentes razões foram evitados pelos trabalhadores, se perdem e não são aproveitadas nos sistemas de retorno da experiência tradicionais. Todos esses pontos, em conjunto, acabam por produzir um “silêncio organizacional” que evita que tais momentos sejam utilizados como fontes de aprendizagem e antecipação de riscos e acidentes no cotidiano do trabalho.   

Em suma, a Gestão de Segurança Integrada parte do princípio de que são as pessoas com experiência prática que podem melhor gerir a segurança no trabalho em suas áreas de atuação, contribuindo efetivamente para uma implementação situada das regras e dos demais aspectos dos sistemas formais de segurança no trabalho. O seu objetivo é, portanto, trazer à tona e capitalizar os conhecimentos, as habilidades e a experiência dos trabalhadores para prevenir acidentes e/ou solucionar acidentes residuais que as empresas não sabem como explicar e sanar. Para isso, é necessário recorrer a métodos de análise cognitiva e de análise da ação em situação, capazes de explicar tanto os eventos singulares – por exemplo, quando até os trabalhadores experientes se acidentam – como as situações de normalidade, nas quais a antecipação e a prevenção de erros e de acidentes ocorrem diariamente, mas permanecem invisíveis para as organizações. 

 

Expansão ou Pré-operação  Ramp-up ou Operações Estabilizadas
Aplicações:
  • Suporte para a discussão e planejamento da organização do trabalho de futuras equipes operacionais e análise de seus impactos na concepção dos projetos de engenharia
  • Apoio ao mapeamento de falhas, omissões ou incompatibilidades de projeto que possam gerar situações inseguras no futuro
  • Suporte no levantamento de situações e configurações típicas para aplicação em projetos de expansão (Brownfield) ou novos projetos (Greenfield)
Aplicações:
  • Diagnóstico de sistemas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), com identificação de situações críticas
  • Implantação de uma Gestão de Segurança Integrada, evitando uma cultura de "procedimentalização" excessiva e promovendo uma cultura de segurança baseada na expertise e na autonomia responsável
  • Desenvolvimento de programas de retorno de experiência mais eficazes e duradouros, baseados em situações de normalidade que explicitam a relevância do conhecimento tácito e os riscos comumente evitados pelas pessoas
  • Análise de acidentes sem gravidade e de incidentes do dia a dia, visando à montagem de um "sistema de alerta" baseado em sinais fracos
  • Análise de eventos raros (acidentes residuais)
  • Suporte desenvolvimento de regras práticas e de habilidades necessárias para lidar com regimes transitórios de produção (ramp-up de expansões/novos projetos)
Resultados:
  • Supressão de erros latentes e antecipação de problemas operacionais e de segurança no trabalho
  • Maior compatibilização entre projeto e produção com base na identificação de situações prováveis
  • Desenvolvimento de regras formais mais adaptadas às situações de trabalho

 Resultados:

  • Sistematização de boas práticas de SST e proposição de melhorias dos sistemas existentes
  • Capitalização de situações potencialmente geradoras de acidentes antes de o fato ocorrer
  • Diminuição da “distância” entre gestores e trabalhadores e aumento da participação e envolvimento de todos na gestão da segurança
  • Desenvolvimento do poder de agir local em cada um dos níveis da organização, com efeitos positivos no clima organizacional
  • Melhoria dos índices de Saúde e Segurança no Trabalho
  • Redução do passivo trabalhista

 

 

 

 

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